.do que prende a gente
Posted on 14 June 2009 | 1 response
Permanecer na dúvida parecia a melhor saída. Assim a gente consegue negar internamente, desacreditar no que os olhos insistem em mostrar. Parece trazer conforto, mas faz o papel do idiota ter mais fala nesse teatro.
Saber a verdade é bom. Poupamos tanto. Respeito e consideração. Tem gente que não conhece palavras assim. Ou, se conhece, dá outros significados que ainda não me foram apresentados.
Decepção pode ser uma boa palavra a ser usada. E decepção está ligada à desprendimento. Quando ela chega é pra desfazer um nó que a gente mesmo deu no barbante que nos liga aos outros. Só é ruim quando este nó está quase invisível e, junto a ele, existem outros que dificultam o desfazer.
E dói.
Mas o que machuca engrandece. O que engrandece melhora. O que melhora faz diferença. E a diferença, bom, melhor não continuar…
Um pouco ansioso com a viagem e sentindo muita falta de algumas pessoas. É isso. Só isso. Ou pelo menos quero acreditar que seja…
Ouvindo Zero7 (que me dá vontade de correr)
.de novos velhos novos
Posted on 9 June 2009 | 2 responses
Só aos 20 e poucos que me dei conta de que minha felicidade não está em maços de cigarro. Que minha ansiedade não passa com um trago. Que roupa nova não significa presente. Que ao lado nem sempre é sinônimo de perto.
Que tomar litros de café antes de dormir deixa meu cérebro ligado, meu corpo desligado e meu espírito agitado! Que consigo trocar a noite pelo dia, mas não o dia pela noite. Que banho quente é tão bom quanto o gelado, mas faz envelhecer mais rápido.
Que minha barba não arranha, mas não agrada sempre! Que pareço bêbado quando não estou, que quando Samuca chega tem pagode velho na mesa.
Antes disso tentava explicar o que se passa. Agora sei que além de desnecessário é trabalhoso. Quando é que vale a pena?
É muito mais fácil falar de minhas insanidades. De coisas sem nexo e de céu verde! De samba sem mulata, de festa sem barulho. De Maria e seu sarapatel. De vontade grande de chêros! De abraços que não foram dados mas que deixam saudades. Vontades.
E assim vamos seguindo. Indo embora pra não perder o trem! Ou o barco, vai saber…
Ouvindo: Samba Novo
.de sorrisos juntos
Posted on 21 May 2009 | 1 response
Agora sim. Lembro, e sei! Foram algumas cervejas, algumas risadas, alguns olhares tortos. Heitortinho.
Foram algumas conversas trocadas. Algumas dicas recebidas. Desabafos, mensagens e telefonemas. Estou aqui, viu?
Só preciso saber que não é pra vida toda, apesar de desejar. Que não serão sempre sorrisos, apesar de desejar. Que não serão sempre cervejas, apesar de desejar. Que nem sempre serão abraços, apertos e amanhã te vejo… apesar de desejar!
Tem toda uma fantasia que eu não aprendi a tirar. Tem toda uma história que não me deixo esquecer. Tem todo um jeito que é todo meu.
Quero ser igual, mas um pouco diferente. Quero estar lá e contar. Ligar e dizer: Cheguei aqui, parte disso é você!
Obrigado!
.de um sorriso amarelo
Posted on 18 May 2009 | 2 responses
Era grande e muito amarelo. O esforço pra lembrar do que passou era tão grande que cansou. A memória foi reconstruída por fragmentos alheios. Como se fossem depositados pedaços de um quebra-cabeça numa caixa de sapatos…
Contei nos dedos o que tinha ficado na cabeça. Das peças que formavam a imagem tirei as mais importantes da minha própria mente. Menos mal. Sorri ainda mais, mas ainda mais amarelo.
Até agora muita coisa já foi montada. Feliz pelas palavras que ouvi de pessoas que chegavam até a caixa para acrescentar uma parte do jogo. A vegonha que ameaçou aparecer foi trocada por coisas que tranquilizam. Não teve Zé, Pedro, Márcia… Mas teve gente de carne. Não teve esporro nem lição. Apenas papo, risos e sorrisos.
A parte melhor disso tudo é que cada peça tem um nome. E esses nomes eu não esqueço!
Nos Ouvidos: Elsiane
.de tudo que eu quero
Posted on 10 May 2009 | 2 responses
Quero primeiro ficar. Ficar eterno. Sem ter que morrer, dizer adeus, me despedir, sair, fechar a porta, deixar, largar, soltar.
Quero depois ter. Ter mais saúde, mais tempo, mais cabeça, mais abraços, mais risos e sorrisos. Mais ela, mais eles, mais elas. Mais cerveja nos intervalos, mais papos pela madrugada, mais mensagens no celular. Mais shows, mais doideras, mais caminhadas, mais estrelas, mais lembranças, mais viagens, mais fotos, mais memórias… Mais filme, mais pipoca com guaraná. Quero também mais compreensão, mais respeito, mais troca! Mais promessas cumpridas! Mais paciência para as obrigações!
Em terceiro eu quero manter. Manter os braços abertos, o coração inteiro, o pulmão tranquilo, o prato cheio. A casa barulhenta, a mente rápida, as mãos ocupadas, os olhos atentos, os ouvidos limpos. A maldade longe e a saudade mais longe ainda. Manter pessoas por perto, coisas bem longe.
Logo em seguida quero mudar. Mudar alguns longes pra perto. O difícil pra fácil, o seco pro molhado. As brigas por conversas. As conversas por papos. As lágrimas por sorrisos, o dia pela noite, a noite por mais noite ainda. Os receios por vontades, as mágoas por surpresas,a roupa por pele, o mar por rio e o rio por cachoeira. O tumulto pela paz. O vazio pelo cheio, o cheio pelo transbordando… Todo o resto por festa.
Pra terminar eu quero acabar. Acabar com medos. Acabar com coisas perdidas, com coisas partidas, com dores, sumiços, vacilos. Com falta de tempo. Acabar com desencontros, com coisas soltas…
Mas por fim quero uma coisa só: que não seja em vão! Que tudo isso valha a pena. Que a gente mereça a memória que iremos deixar…
Nos Ouvios: City and Color


