.de coisas acumuladas

Posted on 27 janeiro 2010 | 1 response

Hoje passei o dia no quarto. Poucas saídas foram necessárias: falar ao telefone, almoçar, banheiro, um breve papo com meu pai e pegar um saco de lixo. Desde que “voltei” pra casa, meu quarto encontrava-se uma zona. Não que agora esteja arrumaaaado, mas está melhor que ontem!

Fotos, cartas, presentes… Papéis e mais papéis. Livros serão doados na próxima visita à biblioteca. Revistas também, mas algumas foram postas na sala, para distração das raras visitas.

Não é a primeira vez que faço isso, nem que escrevo sobre. Mas faxinas assim sempre me deixam um pouco diferente. Seja pela saudade que bate ao ‘encontrar’ coisas de um passado não distante, seja pelo alívio de olhar coisas e ver que perderam um significado que pensava possuírem.

Sim, alívio. Não que o espaço tenha mudado significantemente. Mas o fato de tirar um peso das costas é confortante. Como disse outra vez (e sempre digo para algumas pessoas), algumas coisas precisam ser deixadas pra trás, só assim abriríamos espaço para que outras se aproximem e se acomodem.

Poucas coisas me despertaram saudade. Na verdade senti falta do início da faculdade, de quando éramos mais juntos e numerosos, quando vi as leituras, anotações e trabalhos do primeiro período. Lembrei dos momentos da primeira da casa ‘fora de casa’, das companhias e das conversas.

Lembrei também de pessoas que nunca vi, mas que representaram um papel muito importante por diversos momentos. Hoje, apesar de ainda queridas, estão seguindo suas vidas, correndo atrás de seus sonhos… Vivendo!

Mas, voltando ao que foi pro lixo, deu pouco mais que uma sacola de mercado. Claro, ela está estufada e quase cuspindo algumas coisas, mas nada que um bom nó não resolva.

E assim a gente segue… colocando algumas coisas no lixo e abrindo espaço para o que há de novo!

Nos Ouvidos: Tereza Cristina & Grupo Semente

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.de coisas novas

Posted on 20 janeiro 2010 | No responses

Ainda não tinha escrito nada este ano. Não aqui, no blog. Mas na mente sim. escrevi diversas coisas que foram sendo substituídas por outras palavras, imagens e idéias. Mais que isso, foram substituídas por projetos! Sim, projetos novos de vida, coisas que devem ser praticadas no coletivo.

Está tudo bem. Acho que nunca esteve. Não só pelo hoje, mas pelo que vem do amanhã, por quem me traz sorrisos e deixa tudo aqui mais leve.

Claro, saudades ainda restam aqui. Não serão as mesmas frequências, as mesmas rotinas, os mesmos bom dia… Tem coisa mudando, muita coisa. E não é só porque quero, mas porque deve ser diferente!

Chega de mais do mesmo, de cometer as mesmas falhas! Tem um mundão todo aí esperando que se faça algo… Afinal, nada cai do céu!

Percebo em teus olhos meu melhor lugar
Nos ouvidos:
Pedro Morais

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Posted on 16 dezembro 2009 | No responses

Não sou bom em despedidas. Na verdade nem gosto delas. Odeio dizer adeus. Odeio olhar pra trás e ver algo tomando distância, se afastando a cada passo.

Isso me deixa mal. Fico tristonho.

Dia desses li algo sobre amigos que se afastam. Uma moça disse que preferia que ocorresse assim, naturalmente, sem brigas, sem discussões ou mágoas. Justamente para conseguir olhar pra trás e ter lembranças boas daquelas pessoas. De início achei meio egoísmo, mas depois entendi bem. Realmente algumas pessoas precisam se afastar antes que a relação fique desgastada e, assim, só restem lembranças tristes…

O que me incomoda agora é que não são apenas pessoas que (possivelmente) estarei deixando pra trás. É uma casa. Não achei que fosse doer tanto.

Ela (a casa) é importante por diversos motivos. Foi a primeira que morei sem meus pais. Nela que dividi teto com gente que virou irmão. Nela que passei momentos fantásticos. Reuniões malucas, festas enormes, churrasquinhos VIPS. Pré-night, pós-night… Isso quando não desistíamos de sair e fazíamos a night aqui mesmo.

Os inúmeros papos regados à café e cigarros. As 389482937 cervejas que queríamos pendurar na árvore durante o natal. As garrafas de cachaça no armário da cozinha. As sessões de filme com cachorro-quente, pipoca ou brigadeiro. As jantas compartilhadas, a louça acumulada na pia. O cheiro de ferro depois do banho, cabelo duro, toalha amarela… Tudo isso já vem fazendo falta há tempos!

Estar aqui é estranho. Últimos preparativos para entregarmos a casa. Esvaziar os armários, encaixotar as coisas. Agora até o silêncio está me incomodando.

Vai ser duro na hora de apagar a luz e fechar a porta, porque sei que será pra sempre.

Nos Ouvidos: City And Colour

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.de batidas na porta

Posted on 30 novembro 2009 | 3 responses

Mundaça, pra mim, tem cheiro de macarrão com salsicha. Desde sempre. É só sentir o cheiro, a mente volta no tempo e lembra de casas novas.

Mudei muito nessa vida. Já morei em 4 cidades, fora a quantidade de casas que não dá pra contar…

São lembranças boas. Depois do macarrão (ou antes) vinha o cheiro de tinta. Geralmente as casas eram pitadas pela gente. Não a casa toda, só algumas paredes. Minha mãe sempre achou melhor. Daí era aquela quantidade enorme de jornal espalhada pelo chão, panos e panos molhados de removedor, roupas e caras pintadas por engano. Saudade.

Temos mudança agora, mas esta não tem cheiro de macarrão. Muito menos de salsicha.

Esta, de agora, nem cheiro tem. Tem é cor e som.

Semestre no fim. Algumas coisas para colocar em ordem, e depois idéias para pôr em prática.

Tem muita coisa em mudança. E agora não é apenas de casa… É também de rotina, de planos, de vontades, de gente! Isso: mudança de gente. Acho que é por isso que nada tem cheiro de macarrão por estes dias.

É ela que foi pra longe. Eu que volto pro lado de lá. São pessoas que perdem espaço.

No fim das contas mudar é bom, e se for pra melhor, é melhor ainda.

Nos Ouvidos: Akira Kosemura & Haruka Nakamura

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.do que aprendemos com o tempo

Posted on 3 novembro 2009 | No responses

“- … What does that mean ‘tame’?

- … (said the fox) It means to establish ties.

- To establish ties?

- … To me, you are still nothing more than a little boy who is just like a hundred thousand other little boys. And I have no need of you. And you, on your part, have no need of me. To you, I am nothing more than a fox like a hundred thousand other foxes. But if you tame me, then we shall need each other. To me, you will be unique in all the world. To you, I shall be unique in all the world . . .

- What must I do, to tame you? asked the little prince.

- You must be very patient, replied the fox. First you will sit down at a little distance from me – like that – in the grass. I shall look at you out of the corner of my eye, and you will say nothing. Words are the source of misunderstandings. but you will sit a little closer to me, every day . . .

 [ Le Petit Prince - Antoine de Saint Exupéry]

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.de quem somos nós

Posted on 29 outubro 2009 | 2 responses

Foi assim, do nada. Primeiro ouvi a voz e depois me calei. Decepção. Foi isso. Foi a única coisa que passou pela minha cabeça.

Preferi me retirar. Não sou bom nas atitudes quando algo muda meu humor. Acho que ninguém pode responder por si tomado de muita raiva, felicidade ou tristeza. Eu também não.

Mas me calei só com os lábios. Deixei meus pensamentos gritarem sem parar, tão alto que tive dores de cabeça. Precisava de remédio, achei o café e companhia.

O que me intriga é esta sensação de espanto. É de se esperar que algumas coisas aconteçam, cedo ou tarde elas acabam acontecendo. Não seria diferente comigo…

Disso tudo tiro quase nada. Gostei, tanto do que vi, quanto do que ouvi. Mais ainda do que não vi e do que não ouvi.

E no fim das contas eu me perco. Me perco nas contas, nas ídas, vindas, portas,  janelas, mesas, cadeiras, cigarros e cervejas… É porque, como ele, eu prefiro lembrar as partes boas. Mas ela faz questão de lembrar que também somos feitos de partes ruins…

Nos Ouvidos: (500) Days Of Summer Soundtrack

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.do que não se espera

Posted on 23 outubro 2009 | 1 response

Têm noites que a lua fica assim como hoje: grande e linda.

É de se esperar que o tempo mude algumas coisas, mas não isto. Ela estará sempre perto, mudando de formas e de lugar, mas nunca sairá lá de cima.

O que muda fica aqui debaixo. Na terra, no peito e na mente. Foi a forma de ver, de sentir, de ter, de esperar, de tanta coisa que até confunde.

Melhor que isso é que nada foi programado, esperado ou combinado. Aos poucos o que era semente se torna planta, e logo flor.

É bom ter por perto, melhor é ter nos planos que surgem involuntariamente. Como se a gente desligasse o piloto automático, perdesse o mapa e o rumo. Na frente uma estrada que é construída a dois e aos poucos, sem pressa.

E nisso eu penso agora. Minha vontade é ter grama, vinho e companhia. A dela. Nada mais.

A vida toda e mais seis meses?

Nos Ouvidos: Kings Of Convenience  . Gold for the Price of Silver

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.de vontades de escrever

Posted on 30 setembro 2009 | 1 response

No semestre passado, algumas meninas da faculdade abriram uma lista solicitando o oferecimento de uma nova optativa. Me empolguei logo de cara com o assunto, literatura, mas confesso que não fazia idéia de como iria funcionar. Lembro só que pensei logo no blog. Pensei que meu número de postagens iria aumentar consideravelmente. Me enganei? Que nada…

Gosto de escrever. Muito! Tenho o insanidade desde 2006 e, agora em outubro, o blog completa 6 anos… O tempo passa rápido!

Na verdade, minha história com o blog vem dede 2001. Tive uns 3 endereços até chegar ao insanidade (com ajuda da Viviane Mitchell). De lá pra cá foram inúmeros templates e sistemas. Perdi a conta de quantas vezes meus posts foram ralo abaixo! Muita coisa que eu gostava muito se perdeu…

Apesar de ter fases onde digitava mais, escrevia mais, tinha mais assunto (ou vontade de escrever), hoje vejo que o lance é bloqueio. Sabe quando escrevemos coisas que só deixaríamos que lessem depois de nossa partida? É meio isso… Acho que tenho escrito mais pra mim do que pros outros!

Vendo agora… Inúmeros posts guardados em rascunho. Coisas que apareciam do nada, mas que perdiam o ritmo no meio do caminho!

E, fazendo jus ao nome, venho escrevendo só coisas disconexas, malucas, insanas. Acho que ainda termino numa clinica psiquiátrica.

Nos Ouvidos: O disco novo da Maria Bethânea!

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.dos projetos antigos

Posted on 28 setembro 2009 | No responses

Lembrei que tenho objetivos. Prioridades precisam ser estabelecidas!!!!

Perdido? Nada… Tem gente pra me achar se for preciso!

Atualizei algumas coisas já! Nem falta muito… só 95! oO

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.de um baú sem fundo

Posted on 22 setembro 2009 | 1 response

Não me recordo bem do ano, da cor do carro, de onde paramos para comer ou dormir. Não me lembro das músicas que tocavam no rádio, das vezes que cochilei, das vezes que brigamos pelo ‘meio’ dos bancos.

Não me lembro do tempo que demoramos, de quando partimos nem de quando chegamos.

Não me lembro se a mala voltou mais cheia. Não lembro se o motor pifou, se meus irmãos brigaram, se meu pai se aborreceu, se minha mãe se distraiu com a janela.

Hoje ela me fez visita. E, mesmo sem intenção, me fez voltar no tempo. Me fez querer quase tudo de novo. Me fez sorrir com os olhos molhados. Me trouxe de presente um passado que não está escrito, nem registrado em papel.

Hoje ela me mostrou que é mais importante ter no peito que na mente. Que quem não sorri não vive e quem não vive não tem história.

Me fez lembrar de cada quem que passou em minha vida. De cada quem que permanece nela.

Pensar em cada que que farei para quem.

Se vai valer a pena? Deixarei que os sorrisos respondam…

Nos Ouvidos: Moreno+2 – Deusa do Amor

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