.de um presente sem tamanho

Posted on 9 maio 2010 | 1 response

Fico me perguntando como abraçar alguém distante mais de milhas? Como achar uma forma de agradecer algo que não pode ser medido ou quantificado? Como deixar que esse alguém veja o tamanho de um sorriso?

Isto me lembra um velho sonho de comprar um condomínio e dar casas a quem queria por perto: pessoas que são especiais à sua maneira. Seria bom passar os dias cruzando com aqueles que, de forma única, são importantes pra mim. Por outro lado me questiono se essas pessoas são especiais justamente pelo fato de não estarem próximas. Se esta não é a maneira de compartilharmos o necessário para significarem algo! Aquilo de aceitar como deve ser, pois mudar isto transformaria esta situação em outra, o que faria que o significado fosse outro. É quando o estar dentro se torna diferente (e mais importante) do estar junto!

Sei lá… Me pego jogando palavras para o alto, mas não vejo um vento para levá-las ao longe. Me pego tentando achar algo que nem sei se existe para ser encontrado.

No fim das contas (ah, como eu gosto desta expressão) o que importa é o que fez tudo isso acontecer. Importa mais o durante do que o final.

E fica a vontade sim, de um abraço, de uma cerveja na mesa, de ouvir as novidades. Fica, na cabeça, a imagem de como seria estar lá contigo e estar aqui ao mesmo tempo!

Obrigado.

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.de alívios confortantes

Posted on 8 maio 2010 | No responses

Hoje um vento forte levou as palavras que estavam na varanda. Tempos que não ventava assim… Mas parece que fez bem! Os vizinhos teriam achado estranho, acho que não é comum ver palavras voarem tão alto e para tão longe! E foram tantas que não havia como não chamar atenção! Só olhar pro céu que se via: letras de todos as cores e formas dividindo o fundo azul com alguns poucos pássaros!

Lembro-me, agora, de já ter desejado muito isso! De já pensar em várias formas de deixar que as palavras fossem embora. Pensei tanto que decidi deixar que elas fossem por vontade própria, não é nada bom apressar as coisas. Foi quando eu as repousei na rede por alguns instantes e, assim que me acomodei, elas se foram! E eu as vi, subindo alto, dançando sem paradeiro e sem ritmo. Mas, mesmo sem som, a dança era bonita de se ver.

Ao mesmo tempo que elas iam, outras vinham. Algumas até chegaram um pouco molhadas, mesmo sem chuva! O tempo está virando, mas ainda existem muitas estrelas no céu… Foi assim que decidiram trocar palavras por sorrisos. Assim que, mais uma vez, vi que o barco não está vazio, que os ombros não são poucos e que o caminho não é curto. Vi que é melhor deixar o vento levar algumas coisas - até mesmo palavras – para que essas completem sua tarefa: todos devemos chegar em um canto não-qualquer!

E dos planos que ficam elevamos, todos, sempre ao cubo. A gente viu que é bom estar perto e que não deve ser tão ruim estar longe! E esse não deve é dever da gente mesmo! É diário e urgente!

Sei que, no fim das contas, é o alívio que fica que me deixa dormir bem! Coisas boas acontecem o tempo todo…

Nos Ouvidos: Kings of Convenience

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.de quem não está perto

Posted on 31 março 2010 | 3 responses

Meus Queridos, como estão? Espero que bem. De verdade.

Vocês devem achar estranho escrever, mas ainda por aqui, sem nem dar sinal de que isto existe. Sempre fui mais de falar, não é? Mas não tenho visto oportunidades, é preciso colocar logo as coisas que estão aqui machucando a garganta e fazendo os olhos arderem.

Começo logo resumindo tudo: sinto saudades. Muita. Mais ainda quando só os vejo!

Não faço idéia de onde esta história toda começou. Sei por onde ela passa, mas não quero imaginar onde ela terminaria. Não faz muito a minha cara imaginar o fim das coisas. Sou muito bocó quando se trata disso. Fico desejando ser pra vida toda. Nem sempre é…

Acho que não é muito certo tentar buscar uma explicação para isso. Hipóteses existem mas, em minha mente, nenhuma delas seria digna de despertar estas coisas. A não ser pelos desentendimentos. Taí! Desentendimentos são coisas que não se resolvem naturalmente. Mas, como disse anteriormente, não são tantas as oportunidades de conversa.

De início achei que o tempo fosse ajudar. Que aos poucos as coisas iriam voltar a ser como antes… Não sei se é minha ansiedade, mas acho que está demorando demais pra que isso aconteça. Daí fico naquela: esquecer e bola pra frente ou deixar que o peito se aperte cada vez que a memória prega uma peça?

Se eu pudesse voltar atrás pode ser que eu mudasse algo. O quê, verdadeiramente falando, não sei! Mas acho que uma coisinha ou outra poderia ser mudada. Acho que o hoje seria diferente, mesmo precisando ser parecido.

Sinto falta e estranho o que se passa. Me questiono, quase o tempo todo, se a culpa é só minha, se o que se espera é uma atitude minha. Não sei. Sei que tenho medo de repetir o filme, enjoar da pipoca e sair antes da sessão terminar!

A parte boa é que isto está me ajudando a crescer. A tomar novas decisões e a ver as coisas de uma forma diferente.

Fico aqui. Não quero tomar tempo! Acho que está tudo corrido! Em todos os cantos, em todas as mentes…

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.de coisas acumuladas

Posted on 27 janeiro 2010 | 1 response

Hoje passei o dia no quarto. Poucas saídas foram necessárias: falar ao telefone, almoçar, banheiro, um breve papo com meu pai e pegar um saco de lixo. Desde que “voltei” pra casa, meu quarto encontrava-se uma zona. Não que agora esteja arrumaaaado, mas está melhor que ontem!

Fotos, cartas, presentes… Papéis e mais papéis. Livros serão doados na próxima visita à biblioteca. Revistas também, mas algumas foram postas na sala, para distração das raras visitas.

Não é a primeira vez que faço isso, nem que escrevo sobre. Mas faxinas assim sempre me deixam um pouco diferente. Seja pela saudade que bate ao ‘encontrar’ coisas de um passado não distante, seja pelo alívio de olhar coisas e ver que perderam um significado que pensava possuírem.

Sim, alívio. Não que o espaço tenha mudado significantemente. Mas o fato de tirar um peso das costas é confortante. Como disse outra vez (e sempre digo para algumas pessoas), algumas coisas precisam ser deixadas pra trás, só assim abriríamos espaço para que outras se aproximem e se acomodem.

Poucas coisas me despertaram saudade. Na verdade senti falta do início da faculdade, de quando éramos mais juntos e numerosos, quando vi as leituras, anotações e trabalhos do primeiro período. Lembrei dos momentos da primeira da casa ‘fora de casa’, das companhias e das conversas.

Lembrei também de pessoas que nunca vi, mas que representaram um papel muito importante por diversos momentos. Hoje, apesar de ainda queridas, estão seguindo suas vidas, correndo atrás de seus sonhos… Vivendo!

Mas, voltando ao que foi pro lixo, deu pouco mais que uma sacola de mercado. Claro, ela está estufada e quase cuspindo algumas coisas, mas nada que um bom nó não resolva.

E assim a gente segue… colocando algumas coisas no lixo e abrindo espaço para o que há de novo!

Nos Ouvidos: Tereza Cristina & Grupo Semente

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.de coisas novas

Posted on 20 janeiro 2010 | No responses

Ainda não tinha escrito nada este ano. Não aqui, no blog. Mas na mente sim. escrevi diversas coisas que foram sendo substituídas por outras palavras, imagens e idéias. Mais que isso, foram substituídas por projetos! Sim, projetos novos de vida, coisas que devem ser praticadas no coletivo.

Está tudo bem. Acho que nunca esteve. Não só pelo hoje, mas pelo que vem do amanhã, por quem me traz sorrisos e deixa tudo aqui mais leve.

Claro, saudades ainda restam aqui. Não serão as mesmas frequências, as mesmas rotinas, os mesmos bom dia… Tem coisa mudando, muita coisa. E não é só porque quero, mas porque deve ser diferente!

Chega de mais do mesmo, de cometer as mesmas falhas! Tem um mundão todo aí esperando que se faça algo… Afinal, nada cai do céu!

Percebo em teus olhos meu melhor lugar
Nos ouvidos:
Pedro Morais

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